
Uma vida é pouco tempo para te amar. A eternidade, tempo demais para viver sem ti.
Deus é amor. Nossa, essa frase é a melhor de todos os tempos. Como não tinha pensado nela antes? É uma das maiores novidades dos últimos tempos. Com certeza uma grande descoberta.
Vamos falar sério agora. Amor. 4 letras. Uma palavra tão pequena em tamanho, mas de um significado e implicações que vai além das suas dimensões. Tenho pensando muito sobre isso nesses últimos dias, ao mesmo tempo em que tenho pensando em outra palavra: simplicidade. Na verdade, penso que não dá pra separar uma da outra. Amar exige simplicidade, de quem ama e de quem é amado. São atitudes simples, carregadas de tanto significado que não há outra forma de entender, se não for através do Amor.
Por que temos a tendência de complicar tanto as coisas? Por que tanta necessidade de deixar as coisas complexas ou torná-las aquilo que não são? É tudo muito simples, porque Deus é simples e tudo o que vem d’Ele tem a mesma natureza: simplicidade.
Temos dificuldade de amar porque não entendemos a simplicidade do sentimento. Achamos que é preciso existir razões para isso, explicações complicadas, motivos justos ou até quem sabe formas corretas de amar. Como se não bastasse, muitas vezes temos dificuldades de receber amor, de ser amado. Por que? Porque queremos, por nós mesmos, definir o que é permitido ou não, queremos mandar no sentimento, o qual você é alvo dele, é apenas o receptor e não o emissor (tudo bem, esse lance de emissor e receptor não ficou legal, mas acho q deu pra entender rsrsrsrs)
Simplicidade e amor. Se existia algum segredo para o crescimento da igreja primitiva (não gosto dessa necessidade de criar passos, regras... para as coisas de Deus. Parece que estamos querendo enquadrar Deus na nossa caixa chamada religião) este era: amar com simplicidade.
Amar a Deus com todas as suas forças, entendimento, mente (isso refere-se a integridade e não intensidade, amar com todo o seu ser) e amar ao seu próximo com a si mesmo. Isso fazia com que eles se reunissem de casa em casa, que tivessem prazer em compartilhar o Evangelho, ajudar e cuidar uns dos outros, se importar com o bem-estar de pessoas que nem conheciam, mas pelo fato de serem amadas por Deus, eram também amadas por cada crente daquela igreja que, diga-se de passagem, não tinha prédios bonitos, caros e esplendorosos para suas reuniões diárias, mas nem por isso deixavam de crescer. As vezes penso, não me entenda mal, que as paredes são mais impedimentos ao nosso crescimento que outra coisa.
Jesus resumiu toda a Lei nesta palavra: amar. (Mateus 22:37-40). Dá para entender isso? Toda a lei, todos os profetas, em apenas uma simples palavra: amar. Então, quer saber minha opinião sobre tudo isso? Vamos simplificar. Vamos apenas amar, de forma simples, pura e honesta. Amar a Deus com todo nosso ser e ao nosso próximo, como a nós mesmos.
Leiam I João 4: 7-21. Minha parte preferida? O verso 19. Nós o amamos porque ele nos amou primeiro. Sabe por que gosto dessa parte? Por que Ele me amou primeiro. Quando eu não tinha (e nem ainda tenho, é apenas graça de Deus em mim) nada em mim que pudesse chamar a atenção de Deus ou que pudesse compensar a morte do seu único Filho: Jesus. Eu não tinha nada para oferecer. Não tinha nada que pudesse ser comparado ao que Deus fez por mim, até hoje não tenho nada que consiga surpreendê-lo. Meus dons, talentos, inteligência... tudo isso foi Ele que colocou em mim. Se Deus não me exigiu nada em troca, por que hoje eu tento fazer o contrário? Por que hoje tento impor razões, motivos e explicações para um sentimento que nasce n’Ele? Nasce n’Ele porque a Bíblia diz que Deus é amor. Isso quer dizer que todo Ele é amor, não uma parte ou uma boa parte, significa que Deus, por inteiro, em todo o seu ser é amor. (não vou entrar no mérito de discutir teologia agora, ok?)
Deveria ao menos querer me parecer com ele, porque ser parecido com Ele, nem que seja um pouquinho, é muito melhor do que ser eu mesmo, pelo resto da minha vida. Agora entendo quando Paulo diz que aqueles que estiverem vivos terão seus corpos transformados em corpos de glória para depois se encontrarem com Jesus nos céus. Este corpo, originado do pó, tem resquícios demais deste mundo, um mundo natural que Deus, sobrenatural, insiste em amar rsrsrs. Glória a Deus por isso. Obrigado por não desistir de nós Pai, porque eu mesmo, as vezes tenho vontade de desistir de mim mesmo. Mas seu amor é muito maior que nossos erros ou natureza não é verdade? E como dizia John Piper, Deus não nos ama porque aquilo que deveríamos ser, porque na verdade nunca seremos o que deveríamos ser. Obrigado Jesus, por me amar e não desistir de mim.
Desculpem qualquer erro de português. Quanto a nova gramática, perdões antecipados se passou alguma coisa. Até o próximo post. Deixem seus comentários. Eles sempre nos abençoam muito e reflitam sobre isso. Converse com seus amigos, discípulos, lideres, pastores, conhecidos ou não.
Abraço a todos. Deus abençoe a cada um.
Doug